quarta-feira, 15 de maio de 2013

10 boas razões . . . :)

Quando li este texto pensei na minha mãe, no meu pai, nos meus PAIS :) nos meus irmãos, nas minhas sobrinhas, nas minhas amigas que são mães e nos meus amigos que são pais... Não foi "fácil" ser a segunda mais velha de treze filhos (para quem não sabe, 10 raparigas e três rapazes) mas foi MARAVILHOSO! :)

Ainda hoje é maravilhoso! É complicado, confuso, barulhento, desarrumado . . . mas é alegre, cheio de gargalhadas, apoio, amizade! :) E quando nos sentamos todos à mesa a recordar dias e brincadeiras passadas eu percebo que os momentos bons, verdadeiramente bons bateram aos pontos todos os momentos mais "complicados"! E penso sempre que "ainda bem que fomos tantos!"

E por ser tão bom e me ter feito sorrir vou partilhar com vocês o texto do João Miguel Tavares que podem encontrar neste link:


"Há dias, uma leitora, farta de me ouvir resmungar, fez-me esta pergunta: se eu me queixo tanto dos miúdos, se eles me dão cabo da cabeça e me tiram tanto tempo, por que raio decidi eu tê-los, e ainda por cima logo quatro? E de repente, percebi que nunca respondi cabalmente a esta importantíssima questão. Porquê?, de facto. Vai daí, decidi alinhavar 10 razões para ter filhos, como penitência por estar sempre a dar razões para não os ter.


1. A razão ontológica. Ser ou não ser não é para mim uma questão. Sófocles escreveu que o mais feliz dos seres era aquele que nunca tinha nascido. Faulkner escreveu que entre a dor e o nada, escolhia a dor. Eu voto em Faulkner. Mil vezes ser do que não ser. E nascer é fazer ser.
2. A razão estoica Há um lado olímpico em ter muitos filhos. Eles testam os nossos limites e são um desafio permanente às nossas capacidades físicas e mentais. Não sou capaz de saltar à vara nem de correr a maratona. Mas criar quatro putos dá uma abada a tudo isso.
3. A razão ulrichiana. Numa civilização acolchoada, sem guerras nem catástrofes, o pessoal tende a amolecer e a confundir chatices com tragédias. Ter muitos filhos sintoniza-nos com a máxima do banqueiro Fernando Ulrich: "Ai aguenta, aguenta." Que remédio.
4. A razão romântica. Quando se ama alguém, os desejos do outro contam. Se a felicidade da minha mulher passa por ter uma família grande e se a minha felicidade passa pela felicidade da minha mulher, então a minha felicidade passa por ter uma família grande. Chama-se a isto "propriedade transitiva". É muito importante na matemática. E no amor.
5. A razão revolucionária. Citando o sábio Tiago Cavaco na luminosa canção "Faz Filhos": nos nossos dias "constituir família é a suprema rebeldia". Ambos partilhamos a fé neste verso: "Conquistas fabulosas através das famílias numerosas."
6. A razão coppoliana. Está escrito em ‘Lost in Translation’, de Sofia Coppola: "O dia mais assustador da nossa vida é o dia em que o primeiro nasce. A tua vida, tal como a conheces, acabou. Para nunca mais voltar. Mas eles aprendem a falar e aprendem a andar, e tu queres estar com eles. E eles acabam por se tornar as pessoas mais adoráveis que irás conhecer em toda a tua vida."
7, 8, 9 e 10. As mais importantes razões de todas. Carolina, Tomás, Gui e Rita. Se calhar, eu até passava bem sem filhos. Mas não sem eles." 




3 comentários:

  1. Obrigada pela partilha Teresa !

    Um beijinho

    Diana Pimentel (mãe de 3 princesas)
    http://fashionafter30s.blogspot.pt/

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  2. Olá Diana! :) Obrigada! As coisas boas devem ser partilhadas, não acha? Um beijinho e obrigada por ler! :)

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  3. É a mais bonita explicação que eu já li.Parabens.Beijinhos,Milocas.

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