segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Sou uma Rapariga do Norte


“As raparigas do Norte têm belezas perigosas, olhos impossíveis. 

Têm o ar de quem pertence a si própria. Olham de frente. 

Pensam em tudo e dizem tudo o que pensam. Confiam, mas não dão confiança. 

Acho-as verdadeiras. Acredito nelas. 

Gosto da vergonha delas, da maneira como coram quando se lhes fala e da maneira como podem puxar de um estalo ou de uma panela, quando se lhes falta ao respeito. 

São mulheres que possuem; são mulheres que pertencem. 

As mulheres do Norte deveriam mandar neste país. Têm o ar de que sabem o que estão a fazer.” 

por Miguel Esteves Cardoso




Há dias em que penso que seria incapaz de viver em qualquer outro lugar do mundo! Este Porto onde nasci, onde cresci, brinquei, namorei... onde estudei, casei e vi nascer o Jaime... faz tanto parte de mim como eu de mim própria. As nossas histórias estão ligadas numa parte ínfima do que é a história desta cidade e as nossas imagens estão ligadas por aquilo que é "ser do Norte."

Gosto de me perder nesta vista, de imaginar o que se passa em cada casa, em cada rua, na cabeça de cada pessoa que passa... gosto de rever as boas recordações que tenho em cada rua, em cada canto desde Serralves a Cedofeita. 




E gosto de pensar que por cada viagem que faço, cada sítio novo que conheço há sempre uma cidade ainda mais maravilhosa para onde voltar.

Sou, sim, uma rapariga do Norte!

Fotografias por Luísa Rodrigues



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