quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

2 meses de Mimi


Esta semana faz dois meses que temos ao nosso lado a nossa miúda: querida Mimi, linda, gorducha e sorridente!

Foram dois meses bem cheios e intensos; se a vida muda quando temos o primeiro filho, o segundo vira-a de pernas para o ar! (a vantagem? vemos os dias de outra perspectiva!)

Tempo: deixou de existir como o conhecia antes - agora meço-o em intervalos de atividades (uma hora entre o banho do Jaime e o jantar, três horas entre cada refeição da Mimi, duas horas para aproveitar ao máximo quando faz uma sesta maior... zero horas de pausa quando estão os dois acordados e cheios de energia!)

Rotinas da manhã (banho, maquilhagem, escolher roupa...) - passaram a ser feitas em tempo record e muitas vezes em modo multitarefa. É um entra e sai dos quartos e da casa de banho, sobe e desce escadas, "agarra no Jaime para não fugir", "por a chupeta à Maria que acordou"... mas no fim, quando está tudo vestido e pronto para sair ainda se consegue roubar tempo para mimos e mais uma brincadeira!

Refeições - já tínhamos conseguido voltar a sentar-nos uma refeição inteira à mesa quando o Jaime começou a comer "de tudo" com um ano, agora voltamos à dança do senta-levanta, especialmente quando todos decidimos ter fome ao mesmo tempo!

Sono - (ou a grande falta dele...) nada que umas boas camadas de corretor de olheiras, base e iluminado não consigam resolver!

Crises - aquelas que toda a gente tem (um fica doente, ou cai, ou tem mimo, ou cólicas, ou tem uma noite péssima...) - passaram a ser menos "crises" e a ser mais "só uma noite (ou um dia!) má". 

Conclusão:

Não é verdade aquilo que dizem que "o difícil é o primeiro, o resto é fácil". 

A verdade é que depois do primeiro ficamos com uma perspetiva tãaaao diferente de tudo! 

E finalmente percebemos que: as cólicas não vão durar para sempre, eventualmente hão-de acabar por dormir bem, ou deixar de ter fome a cada duas horas... não vamos dar de mamar até termos cento e dez anos... vão deixar de cair tanto, e de tentar subir a todos os móveis que se atravessem no seu caminho... vão ficar mais seguros e mais independentes e por isso com menos "mimices"... vão começar a falar e por isso a dizer-nos o que têm ou onde dói e vamos deixar de andar às cegas a tentar descobrir... vamos voltar a caber numas calças 36 ou num vestido "daqueles"... as olheiras vão desaparecer e as noites vão voltar a ser momentos de calma e tranquilidade (será???) ...

E mais do que qualquer outra coisa, percebemos que num coração onde cabia um agora cabem dois (sem aperta ou cotoveladas!) e que uma vida mais virada de pernas para o ar é muito mais feliz do que tudo o que tínhamos conhecido até agora com os pés bem assentes no chão!


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